sábado, 27 de fevereiro de 2010

Classificação dos seres vivos

Carl Von Linné (1707-1778), mais conhecido como Lineu, foi botânico e médico real na corte da Suécia, seu país Natal. Desde a adolescência, demonstrava um extraordinário interesse pela botânica. Fez longas viagens pela Escandinávia, Grã-Bretanha e Europa Central e descobriu cerca de cem novas espécies de plantas. Em 1735, publicou o sistema da natureza, onde classificou numerosas plantas, alargando a classificação também ao mundo animal nas edições seguintes.
Os botânicos do século anterior tinham definido o conceito de espécie em função da semelhança das sementes. Lineu criou para o mundo vegetal uma nova classificação, partindo das características sexuais. Classificou as plantas, primeiro, por número, proporção e características do caule. as posteriores divisões eram baseadas nos frutos, nas folhas e assim por diante. Lineu foi o primeiro cientista a tentar fazer uma classificação de todos os organismos vivos num sistema completo, propondo a nomenclatura binominal e o reagrupamento em classes, ordens, géneros e espécies, ainda hoje em uso. Ele dera-se conta da importância de estabelecer uma nomenclatura estável, de modo a que todos os cientistas usassem o mesmo nome para cada espécie. Com este fim, desenvolveu regras elaboradas e precisas que foram aceites quase universalmente. a nomenclatura binária por ele proposta simplifica e racionaliza o mundo animal e o vegetal, antes fundamento em descrições longas e frequentemente imprecisas.
Lineu definiu como espécie um grupo de seres vivos com as mesmas características. Cada espécie é designada por dois temos: o primeiro indica o género, comum a todas as espécies próximas; o segundo característico da espécie considerada. Graças à obra de Lineu, todos os animais e plantas foram relacionados entre si dentro de um sistema que permite contínuas inserções das espécies ainda por descobrir. Agrupando espécies semelhantes em géneros, os géneros semelhantes em ordens e as ordens semelhantes em classes, este sistema conferiu à descrição dos seres vivos o aspecto de uma árvore m que os ramos maiores se dividem em ramos menores, estes em outros ainda de menor dimensão e assim por diante.



segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Neodarwinismo

O desenvolvimento dos conhecimentos de genética, no estudo das populações de seres vivos e as novas descobertas sobre a hereditariedade permitiram reinterpretar a teoria da evolução de Darwin, sintetizando e correlaccionando os diversos conhecimentos das áreas da genética, da citologia e da bioquímica.
Dessa síntese surgiu, em meados do século XX, uma teoria evolucionista mais consistente, o neodarwinismo. Esta consiste em:
  • Os genes responsáveis pelo desenvolvimento dos caracteres do indivíduo são transportados por cromossomas;
  • A ocorrência de mutações genéticas, génicas e cromossómicas aumenta a variabilidade genética, podendo conduzir ao aparecimento de novos genes responsáveis por novas características;
  • A meiose, durante a qual ocorre a separação dos cromossomas homólogos e o crossing-over, conduz ao aparecimento de novas combinações genéticas nos gâmetas;
  • A fecundação dá origem a uma descendência com múltiplas combinações genéticas, o que se reflecte numa elevada variabilidade de características;
  • A selecção natural actua sobre a grande variedade de descendentes, que é assim influenciada pelo meio ambiente;
  • As populações podem, assim, adquirir novos conjuntos de genes, aprofundando nas gerações seguintes as alterações do seu fundo genético, evoluindo de uma forma lenta e gradual.



Síntese da relação entre Lamarckismo, Darwinismo e Neodarwinismo:























Fonte: http://evolucaohumana.com.sapo.pt/

Georges Cuvier

A pesquisa de fosseis e o estudo das relações entre as espécies animais interessou vários cientistas nas últimas décadas do século XVIII. O naturalista francês Georges Cuvier deu um contributo decisivo nesta questão
A partir de 1795, Cuvier realizou cuidadosas observações da anatomia de vários animais de forma a poder estabelecer relações. Ele afirmou que existia uma relação hierárquica entre as várias partes de um organismo e que a modificação de uma conduzia à modificação das outras. As correlações entre vários órgãos (e entre as funções por estes desenvolvidas) estabeleciam-se pela prevalência de algumas características. Com base nesta teoria Cuvier desenvolveu uma nova classificação de todo o reino animal. A mais vasta divisão, feita pelo botânico sueco Lineu era a de classe. Cuvier reagrupou as classes em tipos (hoje geralmente mais indicados com o nome filo). Nos seus estudos, publicados entre 1798 e 1829, Cuvier demonstrou uma genial habilidade para fazer um estudo comparativo entre a anatomia das várias espécies animais. A sua capacidade e os seus conhecimentos eram tão vastos que lhe permitiram identificar as espécies a partir dos fragmentos de fosseis que ele próprio recolhia ou pedia que lhe enviassem. O seu trabalho marcou o nascimento da anatomia comparada e da paleontologia. Cuvier foi nomeado barão e membro da academia das ciências. Quanto à história da vida da terra o naturalista francês assumiu-se como um convicto anti-evolucionista: acreditava que as espécies eram imutáveis e explicava os restos de fosseis fruto de violentos cataclismos que modificaram a superfície terrestre provocando a extinção de diversas espécies animais.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Mecanismos de evolução

Antes de mais, é importante referir que ainda não há actualmente (nem virá a haver tão cedo, provavelmente) um consenso entre a comunidade cientifica relativamente às origens e à evolução da espécie humana. Mas de uma coisa podemos ter todos a certeza: o ser humano é um enorme sucesso ecológico.
Actualmente, existem milhões de espécies, desde os seres unicelulares até aos pluricelulares mais evoluídos. A explicação para esta diversidade foi sempre um tema central do pensamento humano, tendo surgido explicações de natureza mítica ou científica que procuraram dar resposta a essa interrogação.


Evolucionismo Vs fixismo

Até meados do século XIX, a diversidade do mundo vivo era explicada de acordo com uma concepção resultante da interpretação dos textos bíblicos. Segundo esta interpretação, os seres vivos são o resultado de um acto de criação divino, mantendo-se as diferentes espécies inalteradas ao longo do tempo desde o momento da sua criação, ou seja, as espécies são fixas e imutáveis e, como tal, não sofrem alterações. esta explicação, conhecida como fixismo, considera a Natureza como um sistema ordenado e estável, onde cada forma viva, criada para um determinado fim, está perfeitamente adaptada. Foi neste mesmo século (séc.XIX) que as ideias transformistas ganharam força, acabando por impor o evolucionismo como paradigma da origem e diversidade das espécies. De entre os principais defensores das ideias de evolução destacam-se Lamarck e Darwin.

Ao contrário do fixismo, as ideias transformistas contestam a visão estática do mundo, sugerindo que as espécies sofrem modificações ao longo do tempo. Os trabalhos desenvolvidos no ãmbito da geologia, em especial a paleontologia, com o estudo dos fósseis, foram os primeiros a pôr em causa o fixismo, abrindo caminho para o aparecimento de ideias evolucionistas. Segundo as ideias evolucionistas de Lamarck (1809), as mudanças ambientais determinam nos seres vivos a necessidade de se adaptarem para poderem sobreviver nas novas condições ambientais. O ambiente é, assim, responsável pelo início do processo de evolução, cujos mecanismos se encontram enunciados na lei do uso e do desuso e na lei da transmissão de caracteres adquiridos.
Exemplo dos dois principios do Lamarckismo:

  • O pescoço alongado da girafa foi obtido graças ao hábito de este animal esticar demasiado a cabeça em busca das folhas de que se alimenta, no cimo das árvores. Logo dá-se o desenvolvimento do órgão pela necessidade de adaptação ao meio (Lei do uso e do desuso).


  • Por conseguinte, as transformações sofridas, provocadas pelo ambiente, no pescoço da girafa (alongamento deste), eram transmitidas à descendência (Lei da herança de caracteres adquiridos).
Síntese da perspéctiva Lamarckista: Numa viagem de circum-navegação, Charles Darwin recolheu dados das observações efectuadas, que imponham o evolucionismo no mundo científico. Estas observações efectuadas, especialmente no arquipélago dos Galápagos, permitiram a Darwin propor a selecção natural como o mecanismo essencial que dirige a evolução. Segundo este processo, dado que o ambiente não possui os recursos necessários para a sobrevivência de todos os seres vivos que nascem, deverá ocorrer uma luta pela subrevivência durante a qual serão eliminados os menos aptos. Assim, os seres mais aptos sobrevivem e espalham na Natureza os caracteres mais favoráveis. Síntese do Darwinismo:

  1. Todas as espécies apresentam, dentro de uma dada população, indivíduos com pequenas variações nas suas características, como, por exemplo, na cor, no tamanho e na forma;

  2. Uma vez que as espécies originam mais descendentes do que aqueles que podem sobreviver, os descendentes que possuem variações vantajosas, relativamente ao meio em que se encontram, têm maior taxa de sobrevivência. Nesta luta pela sobrevivência são eliminados os individuos que possuem variações desfavoráveis;

  3. Através deste mecanismo, o ambiente desenpenha um papel selectivo ao condicionar a sobrevivência dos diferentes indivíduos da população. Os indivíduos portadores de variações favoráveis sobrevivem, transmitindo as suas características à descendência;

  4. A selecção natural, actuando ao longo de muitas gerações, conduz à acumulação de características que, no seu conjunto, poderão vir a definir novas espécies.
O facto de o Darwinismo nunca ter explicado a causa das variações nos individuos de uma população causou uma grande crítica a esta teoria.



Fonte: http://evolucaohumana.com.sapo.pt/

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Origem da multicelularidade


  • Os ancestrais dos organismos multicelulares seriam simples agregados de seres unicelulares, que formavam estruturas designadas colónias ou agregados coloniais.


  • Inicialmente todas as células da colónia desenpenham a mesma função. Ao longo do tempo algumas das células ter-se-ão especializado em determinadas funções.

Neste ser colonial, representado a esquerda, o grau de interdependência das células e a sua diferenciação são reduzidos. Pelo contrario num ser mpluricelular existe uma profunda interligação entre as células e um elevado nível de diferenciação celular em tecidos e orgãos.


O aparecimento da multicelularidade permitiu uma séria de tendências evolutivas que acabaram por conferir vantagens aos respectivos organismos, como: --> a dieferenciação celular, com a consequente especialização no desempenho em determinadas funções; --> a diminuição da taxa metabólica e utilização mais eficaz da energia, resultado da diferenciação celular; --> o aparecimento de seres de maiores dimensões que mantêm constante a relação superficie/volume das suas células; --> uma maior diversidade de formas que conduziu a uma melhor adaptação aos diferentes ambientes; --> uma maior autonomia em relação ao meio externo, dado que os sistemas de ógãos garantem que o meio externo, dado que os sistemas de órgãos garantem que o meio interno mantenha um maior equilíbrio (homeostasia) face às flutuações do meio externo.




Fonte: http://images.google.com/imgres?imgurl=http://i197.photobucket.com/albums/aa29/sarajkl/tabela.jpg&imgrefurl=http://e-porteflio.blogspot.com/2008/12/evoluo-biolgica-unicelularidade-e.html&usg=__7bHdigp77JyJylbb2XvuoEYpS40=&h=262&w=449&sz=43&hl=pt-BR&start=70&um=1&itbs=1&tbnid=VqBtKUaB-B6EFM:&tbnh=74&tbnw=127&prev=/images%3Fq%3Dcelulas%2Bprocarionte%2Be%2Beucarionte%26start%3D54%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26client%3Dfirefox-a%26sa%3DN%26rls%3Dorg.mozilla:pt-BR:official%26ndsp%3D18%26tbs%3Disch:1

Origem das células eucarióticas

Existem dois modelos em discussão para explicar o surgimento de células eucarióticas a partir de células procarióticas: o modelo autogenético e o modelo endossimbiótico.
  • Modelo autogenético
Segundo o modelo autogenético, algumas células procarióticas ter-se-iam tornado progressivamente mais complexas. Prolongamentos da menbrana citoplasmática deslocaram-se para o interior do citoplasma, originando compartimentos, separados do resto do hialoplasma, que viriam a constituir os organelos celulares. Como resultado dessa compartimentação foi possivel às células fazer uma divisão interna das suas funções. Os defensores deste modelo sugerem que o primeiro compartimento a surgir dentro da célula foi o invólucro nuclear, o que permitiu a individualização do material genético no interior do núcleo. Como resultado do aumento do número de organelos celulares, estas células sofreram um aumento de tamanho muito acentuado.
  • Modelo endossimbiótico
Este modelo admite que as células procarióticas primitivas estabeleceriam múltiplas associações entre si. Algumas dessas células predadoras, por processos idênticos aos da fagocitose, ingeriam cianobactérias (procariontes fotossintéticos). Uma vez no interior do citoplasma, algumas de entre elas não seriam digeridas e começariam a fornecer à célula hospedeira matéria orgânica resultante da sua actividade fotossintética e a receber em troca protecção, água e minerais necessários à fotossíntese. Lentamente, entre estes dois seres associados, foi-se estabelecendo uma relação de simbiose, com proveito mútuo, que gradualmente tornou essas duas células uma estrutura indissociável e os dois seres dependentes da relação e incapazes de sobreviver separados. A célula da cianobactéria daria assim origem, pelo processo descrito anteriormente, aos cloroplastos.
> Mas afinal, o que é a simbiose?
Tradicionalmente, a simbiose é definida como uma relação mutuamente benéfica envolvendo contacto físico muito próximo entre dois organismos que não são da mesma espécie. A simbiose pode ocorrer entre animais, plantas, fungos ou qualquer combinação entre eles. Cada organismo contribui activamente com algo que beneficia a sobrevivência do outro e, de volta, recebe algo em beneficio próprio.
De salientar que a simbiose entre as células só ocorre quando uma célula inicial (hospedeira) ingere a outra (hóspede) para o seu interior, daí resultando a designação de modelo endossimbiótico.
Segundo este modelo as mitocôndrias e os cloroplastros teriam surgido de associações simbióticas entre uma célula procariótica primitiva e bactérias aeróbicas (realizavam a respiração aeróbia).
Este modelo é actualmente o mais aceite.

Fonte: http://disciplinex.wordpress.com/2009/02/01/origem-dos-seres-eucariontes/

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Evolução biológica

A vida, tal como a conhecemos, é uma caracteristica distintiva e única do planeta Terra. Ela surgiu, como o registo fóssil documenta, há cerca de 3800 M.a., nos oceanos primitivos. Os primeiros seres vivos teriam um estrutura simples comparável à dos seres vivos actuais mais simples. seriam unicelulares e de organização procariótica - seres procariontes. Estes seres colonizaram o planeta até há 1800 M.a. No final deste período, o registo fóssil documenta o aparecimento de formas celulares maiores e mais complexas - os seres unicelulares de organização eucariótica - seres eucariontes.
Este acontecimento marcou um processo de viragem que abriu novas portas ao desenvolvimento dos seres vivos e esteve na base de uma nova explosão de formas de vida diferentes que surgiram há, aproximadamente, 600 M.a., os seres multicelulares.

Fontes: http://www.cientic.com/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=90%3Adiapositivos-de-evolucao-unicelularidade-e-multicelularidade&catid=30%3Aevolucao-biologica&Itemid=101;
http://images.google.com/imgres?imgurl=http://i197.photobucket.com/albums/aa29/sarajkl/tabela.jpg&imgrefurl=http://e-porteflio.blogspot.com/2008/12/evoluo-biolgica-unicelularidade-e.html&usg=__7bHdigp77JyJylbb2XvuoEYpS40=&h=262&w=449&sz=43&hl=pt-BR&start=70&um=1&itbs=1&tbnid=VqBtKUaB-B6EFM:&tbnh=74&tbnw=127&prev=/images%3Fq%3Dcelulas%2Bprocarionte%2Be%2Beucarionte%26start%3D54%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26client%3Dfirefox-a%26sa%3DN%26rls%3Dorg.mozilla:pt-BR:official%26ndsp%3D18%26tbs%3Disch:1